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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Resenha Especial: DVD "As Peripécias de um Ratinho Detetive"



Com o lançamento de "Sherlock Holmes" (Warner) esse fim de semana nos cinemas de todo o Brasil, o Planeta Disney lembra que os estúdios de Walt Disney na década de 80 lançou uma versão animada do clássico personagem da literatura, isso mesmo, no ano de 1986 estreou nos cinemas o clássico Disney, "As Peripécias De Um Ratinho Detetive" (The Great Mouse Detective), longa-metragem dirigido por Burny Mattinson, Ron Clements e John Musker (os dois últimos diretores de "A Princesa e o Sapo", "A Pequena Sereia" e "Aladdin").

Lançado duas vezes em VHS no Brasil, o longa-metragem pode ser visto hoje em uma edição simples em DVD, que chegou as lojas em Julho de 2003. Para comemorar o lançamento do novo filme do detetive mais famosos do mundo, o Planeta Disney traz uma resenha com informações do DVD do animado da Disney e as fotos do menu animado. Vale lembrar, que a Disney anunciou planos de lançar esse ano de 2010, uma nova edição caprichada do animado em home vídeo. Segue abaixo as informações do DVD, em nossa resenha especial.

SINOPSE: Um famoso fabricante de brinquedos está desaparecido e somente Basil, o famoso rato detetive de Baker Street, será capaz de decifrar este enigma. A situação piora quando Basil e o Dr. Dawson, seu fiel assistente, descobrem que o arquiinimigo Dr. Ratigan está por trás do seqüestro. Das ruas sombrias de Londres até o interior do mecanismo do relógio Big Ben, todas as provas apontam para uma incrível diversão para toda a família.

INFORMAÇÕES DO DVD:
Lançamento: Julho de 2003
Idiomas: Inglês | Português
Legendas: Inglês | Português | Espanhol
Som: Dolby Digital 5.1
Formato de Tela: Widescreen (16 x 9)
Disco: Simples
Código do Produto: 100011440
Código de Barras: 7899307901935

BÔNUS ESPECIAL:
- Por Trás das Câmeras de "O Ratinho Detetive" (07:53): Mesmo curto, o making of do clássico Disney traz informações da criação da história e dos personagens, além dos depoimentos dos envolvidos no projeto e dos dubladores. Também encontramos informações de toda a preocupação que a Disney teve para levar essa história para os cinemas como um desenho animado, além do cuidado com as canções e como foi a crianção do grande vilão da história. A grande novidade também foi mostrarem o quanto o animado inovou pra o estúdio no ano que foi produzido, sendo o primeiro animado a misturar animação em computação gráfica com personagens desenhados, criando a versão climax para a animação, como nunca vista antes.

- Curta Animação: "Os Limpadores de Relógio" (08:33): O curta-metragem de animação "Os Limpadores de Relógio" (Clock Cleaners) lançado originalmente no dia 15 de Outubro de 1937, nos Estados Unidos, é dirigido por Ben Sharpsteen e traz uma divertida história de Mickey, Donald e Pateta, que juntos terão que limpar o relógio que é localizado na torre de um grande arranha-céu. Durante o trabalho, cada um deles enfrentara grandes problemas. Mickey terá que expulsar uma cegonha que vive junto das engrenagens do relógio, Donald acaba lutando com a mola principal e o Pateta enfrenta diversos problemas enquanto limpa os sinos. Os animadores responsáveis são Art Babbitt, Al Eugster, Bill Roberts, Chuck ônibus e Wolfgang Reitherman e o curta pode também ser visto no DVD "Walt Disney Treasures: Mickey Mouse em Cores Vivas - Volume 01".

- Curta Animação: "O Crime de Donald" (08:02): Em "O Crime de Donald" (Donald's Crime), Donald está se arrumando para sair com sua namorada Margarida, quando descobre que está sem dinheiro para sair com ela. Desesperado ele resolve roubar o cofre dos sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho, mas será que ele ficará com a consciência tranquila fazendo isso. Neste divertido curta-metragem de animação lançado originalmente no dia 29 de Junho de 1945, vemos o trabalho do diretor Jack King e dos animadores Don Townsley, Paul Allen, Josh Meador e Harvey Toombs. O curta-metragem também pode ser visto no DVD "Walt Disney Treasures: A Cronologia do Donald - Volume 02", ainda não lançado no Brasil.

- Livro de Rascunhos de "O Ratinho Detetive" (47 Imagens): Dividido em 15 sessões, somos apresentados a uma galeria de imagens com cenas de Desenvolvimento Visual, Desenvolvimento de Personagens, Esboços, Por Trás das Câmeras e Publicidade.

- Cante com Disney: "O Rei Gênio do Mal" (01:40): Uma das três canções apresentadas nessa aventura pode ser vista separadamente do filme, mas dessa vez, com a letra da canção aparecendo na tela para você cantar também.

CONCLUSÃO: Mesmo lançado em uma edição simples e sem trazer som e imagem restaurados, com certeza o clássico "As Peripécias De Um Ratinho Detetive" (The Great Mouse Detective) merece estar na coleção de todos os fãs de animação. Com uma bela história repleta de personagens marcantes e muito humor e aventura, o animado garante momentos de diversão para toda a família. O DVD é mais voltado para o público infantil com extras simples, mas o making of, mesmo que pequeno, traz bastante curiosidades sobre a produção, além da presença dos dois curtas clássicos do estúdio e da galeria de imagens.

domingo, 2 de janeiro de 2011


Faltando pouco para a estréia de “Tron: O Legado” nos cinemas, conheça abaixo Olivia Wilde (que interpreta Quorra). Atriz bem sucedida no cinema e na televisão, Wilde já estrelou em uma série de papéis. Ela pode ser vista no drama, indicado ao Emmy, House M.D., da Fox e também no drama The Next Three Days, de Paul Haggis, que será lançado em novembro. Além disso, estrela como protagonista no filme de ação e fantasia Cowboys and Aliens, da DreamWorks, cujo lançamento será no verão de 2011.

Wilde foi vista contracenando com Jack Black no longa da Columbia Pictures Ano Um, produzido por Judd Apatow, Harold Ramis e Owen Wilson, e dirigido por Ramis. Ela também estrelou e produziu Fix, a história de documentaristas que percorrem toda a Califórnia buscando ajuda para um parente. Wilde coestrelou anteriormente Alpha Dog, da Universal Pictures. Ela conclui seu trabalho no longa independente Ideias Geniais Nerds Nem Tanto, de Bickford Schmeckler, pelo qual ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Aspen e também no filme Nosso Amor do Passado, que recebeu ótimas críticas no Festival de Cinema de Telluride.

No teatro, estrelou off-Broadway, na produção do Epic Theatre Ensemble de Beauty on the Vine, em 2007. Na televisão, coestrelou no drama The Black Donnellys, criado por Paul Haggis. Seu papel revelação na televisão foi na série Skin da Fox, produzida por Jerry Bruckheimer, mas ela talvez seja mais conhecida por seu papel recorrente na série aclamada pela crítica The O.C., da Fox.

Olivia Wilde interpreta Quorra em TRON – O Legado, a aventura high tech em 3D que chega aos cinemas nos EUA em 17 de dezembro de 2010, em Disney Digital 3D™ e IMAX® 3D.

ENTREVISTA

P: Qual é o tema humano nesta história?

R: No centro de TRON: O Legado há uma história familiar; é uma história sobre um filho em busca do pai, e de um jovem se tornando um homem. Muitos dos grandes contos falam sobre amadurecimento, sobre crescimento, e este não é diferente, é só em um outro universo. Mas o que faz a história dar certo é que apesar de todos esses incríveis efeitos, em sua essência, há uma história familiar sólida. É por isso que as pessoas se identificarão. Na verdade, uma das minhas cenas favoritas do filme é um complicado jantar em família. Não importa quem você é, todos já tiveram um jantar complicado, quando se escuta o barulho das facas e dos garfos e o tinir dos copos. Fazer essa cena dentro deste mundo incrível, neste cenário futurista, mostra o sentimento do filme como um todo. É uma história bem simples em um mundo inacreditável. Eu acho que é assim que se faz esse tipo de filme dar certo.

P: Fale sobre esse mundo incrível.

R: Todo o visual de TRON: O Legado é um muito inorgânico. Nada no filme é orgânico. É o mundo real traduzido em um universo digital, grandes contrastes, cores muito negras, brilhantes e iluminadas, é tudo muito futurista. E é muito bonito, claro e definido. Eu gostei muito de expressar esse estilo. Foi ótimo para mim, porque eu tive que me transformar completamente. Eu sinceramente acho que mesmo que este filme seja visto por alguém no universo, eu ainda poderia andar pela Times Square e ninguém me reconheceria. Eu realmente gosto de poder me transformar todas as manhãs. Na verdade, eu ia ao set de filmagem nos dias de folga para ver as pessoas lutando ou fazendo cenas legais, e as pessoas me perguntavam: “Desculpe, onde está o seu crachá? Você não pode ficar aqui. Segurança!” Algumas vezes as pessoas não sabiam quem eu era. Acho que isso quer dizer que fizemos nosso trabalho.

P: Como foi usar um traje de luz?

R: Era incrível o que era preciso fazer para vestir o traje, porque ele nunca tinha sido usado antes. Nada parecido tinha sido usado antes. Foi revolucionário o que os figurinistas e o departamento de arte conseguiram fazer. Tinha lâmpadas eletroluminescentes por toda a borracha de neoprene. Éramos como coelhinhos da Energizer com pilhas nas costas. Era uma sensação incrível quando eles nos ligavam todos ao mesmo tempo. Era uma ótima forma de nos levar para o astral do filme. Você de fato se sentia no personagem assim que suas luzes se acendiam. Eu me lembro que a primeira vez que nos acenderam, nós ficamos deslumbrados; era tão bonito e realmente eletrizante. Esses trajes não são fáceis de vestir, mas foi uma honra usá-lo. Eles são uma versão evoluída do que começou em 1982, quando Jeff e Bruce e todo o elenco usava a malha branca. Nós levamos para outro nível. E, um dia, quando vier outro TRON, eles o levarão para outro nível e, quem sabe o que esses trajes serão capazes de fazer.

P: E enquanto vocês estão usando esses trajes, há muita ação. Fale sobre o treinamento que passou.

R: Desde o momento em que fui escalada, iniciei um treinamento intenso com uma fantástica equipe de dublês chamada 87eleven. Eles treinaram atores para filmes como 300 e Watchmen. O legal, e a razão de eu gostar de dublês em geral, é que eles ficam ansiosos para fazer você se sentir confiante para fazer as suas próprias cenas. Dublês existem para fazer você parecer durão quando, na verdade, você não é. Mas existe treinamento para você se sentir capaz de fazer essas coisas incríveis. Você é capaz de ser um personagem muito físico, flexível e forte. E sem esses meses de treinamento, eu acho que não teria entendido Quorra, meu personagem. Depois de todo o treinamento, eu entendi como ela se movimenta e por que ela era tão forte, capaz de se cuidar e de se defender. Se eu não tivesse tido o treinamento e só fingido, acho que não teria sido capaz de saber como é essa sensação. Foi muito eletrizante poder lutar com o traje. Eu cometi o erro de treinar com sapatilhas e, depois, quando coloquei a roupa, de repente, eu tinha um salto de 10 ou 13 cm, e tive que aprender a fazer tudo de novo com salto alto – foi mais um desafio superado, mas muito divertido.

P: Se você não soubesse nada sobre TRON: O Legado, o que a atrairia ao filme sendo mulher?

R: Pessoalmente, o que me atrairia seriam os efeitos, o visual – à primeira vista, o visual único. Ninguém jamais viu algo assim. É incrivelmente bonito. Joseph Kosinski, o diretor, é designer e arquiteto. Ele veio com uma perspectiva única que realmente cria algo novo. Então eu diria que é isso e depois a história familiar, que todo mundo é capaz de se identificar. Homens e mulheres, todos se identificam com o amadurecimento, com o crescimento e a descoberta de um relacionamento com o pai. E eu acho que as mulheres também gostam das motos, dos outros adereços incríveis, dos veículos legais que temos no filme tanto quanto os homens. Eu diria que as garotas também gostam disso. Também temos atores fantásticos no filme; acho que será uma grande atração para muitas pessoas. Ver Jeff Bridges interpretando ele mesmo aos 60 e aos 35 anos, isso é algo que qualquer um que tenha interesse por atuação vai querer ver, porque é uma façanha, não só de interpretação, mas também de capacidade técnica. O fabuloso coordenador de efeitos especiais e visionário artista Eric Barba criou este outro personagem que não existe na vida real. Estou convencido que muitas pessoas verão o filme e pensarão que o jovem Jeff Bridges é outro ator e dirão: “Quero ver mais trabalhos dele. Por que ele não está em Crepúsculo?” Então, eu acho que as pessoas serão atraídas também pelos atores. Temos pessoas incríveis no filme. Michael Sheen nos deu interpretações convincentes fantásticas. Nós temos de fato ótimos personagens, assim como o filme original também tinha. Quando revemos o original, fico impressionada com os desempenhos. O filme tinha muita energia. Os atores corriam num cenário muito menor do que este em que estamos trabalhando hoje. E eles conseguiram dar vida a ele de uma maneira eletrizante. Eu acho que muitas coisas atrairão as garotas para o cinema.

P: Falando sobre o mistério de TRON: O Legado, o que o seu personagem, Quorra, quer?

R: Sem dizer muito, é sempre divertido interpretar um personagem que tem um grande segredo. Quando um personagem tem um grande segredo que protege, para salvar a própria vida e talvez a vida de outras pessoas ao redor dele, é um papel realmente interessante de se interpretar. Quorra é muito misteriosa. Ela é muito forte. É uma guerreira, mas tem também uma energia infantil porque ela é uma espécie de criatura nova. Quer dizer, as pessoas no mundo de TRON: O Legado são programas. Elas têm certos elementos humanos, mas não são inteiramente humanas. Elas sabem do mundo dos usuários, que é como chamam o mundo dos humanos. E existe, é claro, uma fascinação por esse mundo. Quorra está especialmente interessada nisso, porque ela foi criada pelo maior dos usuários, Kevin Flynn. Ela é curiosa, tem um certo desejo de entender esse mundo cada vez mais. Quando ela conhece Sam Flynn, é como a resposta para todas as suas preces. Ela é um personagem muito divertido, diferente e estranho de se interpretar. Foi realmente muito divertido.

P: Fale sobre como foi trabalhar com Garrett?

R: Trabalhar com Garrett foi ótimo, estávamos esperando para trabalhar juntos há muito tempo. Nós nos conhecemos desde os 18 anos. Quando soube que ele ia interpretar Sam, fiquei muito empolgada, porque ele tem muito entusiasmo por este filme e eu também tinha esse entusiasmo. Nós parecíamos crianças em nossa empolgação e no desejo de mergulhar de cabeça. Nós dois demos tudo que tínhamos para este filme, física e emocionalmente. Nós realmente confiamos no nosso diretor, Joe Kosinski, em nossos produtores e em nosso elenco. Uma das razões de Garrett ser tão divertido de se trabalhar é porque ele é muito aberto e muito apaixonado pelo filme. Foi muito bom ter isso no set, porque quando uma pessoa tem essa energia contagiante, isso permeia e afeta todo mundo. Todos no elenco e na equipe sentiam que estávamos fazendo algo revolucionário e eletrizante. Isso é bom quando se trabalha longas horas e eu acho que todos vão se sentir orgulhosos.

P: O que Daft Punk agrega ao mix?

R: Daft Punk irá atrair muitos fãs que nós não atrairíamos de outro modo. Na minha opinião, muitas pessoas se ligarão ao filme porque gostam dessa vibe cyber punk que Daft Punk têm. Eles são muito legais. Conheço muitas pessoas que entraram no projeto quando souberam que Daft Punk estavam envolvidos. Eles não estão só envolvidos no sentido de: “Nós pedimos a eles que compusessem algumas músicas para o filme”. Eles estão envolvidos desde o primeiro dia; eles se reuniram com o diretor e os produtores muitos antes de o elenco estar escalado e muito antes de o roteiro estar terminado. E a estética e energia criativa deles está entremeada no filme. Há uma sensação crua, eletrizante e sensual de Daft Funk no filme todo. Acho que eles estão à frente de seu tempo, em termos de se conectar com o futuro, passar uma sensação boa que as pessoas gostam. Acho que o filme também faz isso.

P: Por que o filme original tem tantos seguidores?

R: Até hoje, nada se parece com o TRON original. Aquele filme em preto e branco com cores pintadas a mão, tem um visual muito legal e bonito. É tão singular que muitas pessoas usaram como referência e o copiaram em vários tipos de mídia, desde músicos como Daft Punk a séries de animação como Family Guy. Teve muita influência na cultura em geral. E nada chegou perto no que se refere a criar um visual alternativo e um universo para pessoas explorarem. Acho que é isso que ainda atrai as pessoas. Ele também tem uma bela sensação retrô que as pessoas gostam muito. É muito engraçado como o filme explora termos que, na época, eram totalmente estranhos, coisas como “bit” e “programa”, que agora são conhecidos – fazem parte da nossa vida diária. É isso que é tão extraordinário no primeiro filme. Era realmente ver algo no futuro que nem todo mundo sabia que estava à nossa frente. Mas Steven Lisberger, o diretor do original, estava realmente ligado neste novo mundo de tecnologia que viria a se tornar uma parte muito conhecida da nossa vida. O novo filme tem um lado mais sinistro e obscuro. Eu acho que é porque talvez exista um pouco mais do aspecto sinistro da tecnologia hoje, porque ela é muito penetrante. Nós somos viciados nisso e não conseguimos viver sem ela. É sobre isso que o filme fala. É um pouco mais assustador porque eu acho que talvez a tecnologia também seja.